Alunos conquistam medalhas na OBF

Alunos do Bandeirantes alcançaram ótimos resultados na Olimpíada Brasileira de Física. Depois de três fases de prova durante o ano passado, a premiação ocorreu no Instituto de Física da USP.

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Apesar de não existir nenhum curso preparatório específico para as Olimpíadas de Física, os estudantes tiveram um bom desempenho sendo oito deles premiados com medalhas. “Se levar em consideração que eles não têm nenhum curso adicional e estão disputando com pessoas que todas têm um preparo específico, o desempenho deles é excelente”, comentou Nelson Rabello, professor de Física.

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Interessados em obter maior conhecimento acadêmico e participar de uma competição a nível nacional, cerca de 50 estudantes se inscrevem no projeto por ano. “Existe uma demanda por essas Olimpíadas, independente do Colégio apresentar essa atividade aos alunos. Eles adoram competir, essa é a verdade. Tanto que eles não participam só das Olimpíadas de Física, mas Matemática, Química e outras oferecidas também”, completou o professor.

Pedro Leite, formado em 2014, atual estudante da Poli e futuro aluno da McGill University, no Canadá, conta que a base da sua preparação foram as próprias aulas da grade curricular do Band. “O essencial foram os professores que eu tive. Eles eram tão apaixonados por Física que me fizeram gostar de ter aula e querer estudar depois. Foi mais um preparo indireto que o Colégio me deu”, declarou.

Além disso, o estudante disse que a atividade foi importante para desestressar durante o ano do vestibular. “Foi uma forma de me divertir um pouco com a competição saudável que a Olimpíada me proporcionava. Foi bom também para conhecer pessoas inteligentes do país todo”, completou.

Alunas são destaque no Technovation

Alunas do Colégio se destacaram no Technovation Challege Brasil, uma competição voltada para meninas, que promove o empreendedorismo na área de tecnologia. O campeonato tem como objetivo desenvolver um aplicativo que aborde um problema da comunidade.

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Foram inscritos 3 grupos de Ensino Médio e 1 de Fundamental para a seleção regional, que ocorreu na última semana de abril no Centro Cultural Vergueiro, onde todos os participantes se reuniram e montaram stands para apresentar suas respectivas ideias. Após avaliados por diversos juízes, 10 grupos foram selecionados para fazer uma apresentação oral (pitch) de 4 min, de onde saiu no grupo vencedor.

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Dentre todos os concorrentes, o selecionado para representar o Brasil na final da América Latina foi a equipe composta pelas alunas Isabela Baptista, Isabela Portinari, Isadora Marchesini, Maíra Romero e Mariana Yumi. A proposta das vencedoras consiste em um aplicativo, chamado Civit, em que o cidadão pode fazer denúncias sobre os problemas da cidade, como por exemplo, árvores caídas e buracos no asfalto.

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“O objetivo dele é melhorar a comunicação entre a prefeitura (ou órgão responsável) e o cidadão, sendo de um jeito fácil e divertido através do qual pessoas comuns poderiam reclamar a respeito de problemas infraestuturais da cidade diretamente para o encarregado de resolvê-los”, explicou Isabela Baptista. “Pensamos nele ao percebermos como a burocracia para denunciar problemas era gigante e como isso era prejudicial para o bom funcionamento de nossa cidade (e de várias outras)”, finalizou.

Já os outros grupos tiveram como projetos um app para alfabetizar adultos, o Babu, idealizado pelas meninas da 2.a série, Alexia Finkelstein, Amanda Caam, Ana Clara Parga Nina, Flavia Vazzolla e Maria Clara Parga Nina e outro para mapear as atividades de lazer em São Paulo, o APPCESS, feito pelas alunas Cindy Tabuse, Isabelle Ueda, Melissa Tsuzuki e Victoria Moribe, da 3.a série.

O desenvolvimento do trabalho com as meninas do Ensino Médio foi orientado pela professora de Química, Carolina Zambrana e coordenado pelo professor Ricardo Almeida e Cristiana Mattos, de Química e Laboratório de Biologia, respectivamente. A final ocorrerá entre junho e julho e se as garotas passarem, elas representarão o Brasil na fase mundial, em São Francisco, EUA.

Confira o vídeo promocional do civit:

Aluno se destaca em Olimpíadas de Matemática

O aluno Ricardo Tamay Honda, do 8.o ano, foi destaque nas Olimpíadas Paulista e Brasileira de Matemática, além do campeonato Canguru.

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Interessado em Exatas desde cedo, o aluno conta que participou das Olimpíadas de Matemática desde o 6.o ano, ainda sem alcançar as primeiras colocações. Segundo ele, a experiência o ensinou a ter mais paciência para resolver exercícios e chegar a melhores resultados.

“Em questões de maior dificuldade, se você para e pensa com calma ou deixa para o final enquanto resolve outros exercícios, você pode acabar lembrando a resolução, isso você aprende nos campeonatos”, ressaltou.

“O primeiro ponto relevante é a ‘maturidade’ que o aluno adquire ao lidar com esses problemas. A paciência, a concentração e a perseverança são competências essenciais para lidar com problemas complexos, consequentemente, o aluno controla a sua ansiedade, a sua impulsividade, ou seja, tudo isso influencia na sua autoestima”, comentou Rogério Chaparin, professor do curso preparatório para as Olimpíadas de Matemática.

Para conquistar este resultado, além de frequentar o curso preparatório oferecido pelo Band, o estudante também resolveu as provas dos anos anteriores. “O resultado dele foi fantástico. Ele “competiu” com alunos excelentes. Ganhar uma medalha na OBM é uma conquista, a classificação geral dele, 18º de 200 mil, diz tudo”, completou Rogério.